O contágio do sarampo acontece por meio de secreções respiratórias. Os indivíduos expostos podem adquirir as infecções por meio de gotículas veiculadas por tosse ou espirro, por via aérea. Após o contágio ocorre um período sem sintomas, o período de incubação, que geralmente é de 7 a 18 dias. A indisposição, que antecede a doença, tem duração de 3 (três) a 5 (cinco) dias e caracteriza-se por: febre alta, mal estar, coriza, conjuntivite, tosse e falta de apetite. Nesse período podem ser observadas na face interna das bochechas as manchas brancas (Koplik), que são extremamente fugazes e são características da doença. O exantema maculopapular inicia-se na região retro auricular (atrás da orelha), espalhando-se para a face, pescoço, membros superiores, tronco e membros inferiores. A partir do terceiro dia, o exantema tende a esmaecer, apresentando descamação fina com desaparecimento da febre, sendo a sua persistência sugestiva de complicação. A diarréia é ocorrência freqüente em crianças com baixo nível sócio-econômico. O período de transmissão inicia-se 4 dias antes do aparecimento da doença e perdura até o quarto dia após o aparecimento da erupção. As complicações mais comuns do sarampo são: otite média aguda; pneumonia bacteriana; laringite e laringotraqueíte; manifestações neurológicas-raras; doenças cardíacas, miocardite, pericardite; panencefalite esclerosante subaguda, complicação rara que acomete o sistema nervoso central após sete anos da doença. O tratamento é sintomático, isto é, visa ao alívio dos sintomas, não existindo tratamento específico. O paciente com sarampo necessita ficar em repouso, ingerir bastante líquido, alimentar-se bem e ter cuidados gerais como: higiene, controle da febre e observar aparecimento de outros sintomas. A vacina anti-sarampo é eficaz em cerca de 97% dos casos. Deve ser aplicada em duas doses a partir um ano de vida da criança. Os adultos até 39 anos de idade que não foram vacinados devem tomar a vacina, exceção feita às mulheres grávidas e aos indivíduos imunossuprimidos. Atenção: os profissionais de saúde suscetíveis devem ser imunizados. Consideram-se como contatos de sarampo todas as pessoas que estiveram próximas do caso suspeito ou confirmado de sarampo, num período aproximado de 5 dias antes do aparecimento de exantema e 5 dias depois. A vacinação dos comunicantes deve ser realizada, preferencialmente, até 72 horas após a exposição ao caso suspeito. Visa prevenir o aparecimento de novos casos, pois a vacina consegue imunizar o suscetível dentro deste prazo, e após este período diminuir os suscetíveis aumentando a cobertura vacinal.
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