Informações sobre sarampo, causas, sintomas, prevenção e tratamento do sarampo, identificando os tipos de problemas provocados pelo sarampo.


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Serviços de saúde devem informar sobre prevenção do sarampo

Os serviços de saúde devem aconselhar as mães a levarem os seus filhos à vacinação contra o sarampo e colaborar nas campanhas de vacinação contra o sarampo.
As crianças com sarampo devem ficar isoladas das outras crianças, porque a doença é muito contagiosa (transmite-se facilmente). As crianças que estão em casa devem ter o mínimo de contacto com a criança doente. Provavelmente, elas vão apanhar sarampo 10 ou 14 dias depois, e quanto maior for o contato com a criança doente mais forte será a infecção. Por isso, tente mante-las afastadas.
Ponha as crianças a dormir noutro lugar até que a criança com sarampo deixe de ter a erupção. Proteja principalmente as crianças mal nutridas ou as que têm outras doenças. O sarampo pode matar.
Para prevenir a morte das crianças com sarampo, alimente-as bem.
Leve as crianças à vacinação contra o sarampo.



Como pode prevenir o sarampo

A vacina contra o sarampo é geralmente dada em triplice viral, chamada de MMR, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Há agora muitos menos casos destas três doenças porque as crianças recebem a vacina MMR. Proteja os seus filhos, vacinados-os quando têm entre 12 e 15 meses de idade, e novamente quando eles estão prestes a entrar no infantário.
Alguns profissionais de saúde e todas as crianças que frequentem o infantário ou mais velhas precisam de tomar duas doses da vacina MMR para que possam entrar na escola. Crianças em creche e pré-escola precisam de 1 dose de MMR e trabalhadores da área da puericultura também precisam de ter 1 ou 2 doses de vacina contra o sarampo, que depende da sua idade e de outros fatores. Um exame de sangue que comprove imunidade também pode ser usado para cumprir este requisito para todos os grupos. 
Adultos devem ter, pelo menos, uma dose de MMR. 
As pessoas de grupos de alto risco, como os profissionais de saúde (pagos, não pagos e voluntários), os estudantes de ciências da saúde e viajantes internacionais devem ter 2 doses de MMR, independentemente do ano de nascimento.
Mulheres que planejam ter filhos e não são imunes devem receber MMR pelo menos 4 semanas antes de engravidar. Se você tiver sido exposto a alguém contagiado com sarampo, fale com o seu médico ou enfermeiro imediatamente para ver se você precisa de uma vacinação. Se você receber a vacina em menos de 3 dias depois de ser exposto ao sarampo, esta vai ajudar a proteger contra o sarampo. As pessoas que não podem ser vacinados, podem ser tratadas com imunoglobulina (anticorpos Ig) até 6 dias após a exposição. Esta pode não prevenir o sarampo, mas torna a doença mais branda. Pessoas com sarampo devem ser mantidas longe de pessoas que não são imunes até que estejam recuperadas. Qualquer pessoa que contraia sarampo deve ser isolada por 4 dias após o aparecimento da erupção. Isso significa que elas devem ser mantidas longe de locais públicos, como creches, escola e trabalho.

Sarampo, suas complicações, tratamento e modo de prevenção

O contágio do sarampo acontece por meio de secreções respiratórias. Os indivíduos expostos podem adquirir as infecções por meio de gotículas veiculadas por tosse ou espirro, por via aérea. Após o contágio ocorre um período sem sintomas, o período de incubação, que geralmente é de 7 a 18 dias. A indisposição, que antecede a doença, tem duração de 3 (três) a 5 (cinco) dias e caracteriza-se por: febre alta, mal estar, coriza, conjuntivite, tosse e falta de apetite. Nesse período podem ser observadas na face interna das bochechas as manchas brancas (Koplik), que são extremamente fugazes e são características da doença. O exantema maculopapular inicia-se na região retro auricular (atrás da orelha), espalhando-se para a face, pescoço, membros superiores, tronco e membros inferiores. A partir do terceiro dia, o exantema tende a esmaecer, apresentando descamação fina com desaparecimento da febre, sendo a sua persistência sugestiva de complicação. A diarréia é ocorrência freqüente em crianças com baixo nível sócio-econômico. O período de transmissão inicia-se 4 dias antes do aparecimento da doença e perdura até o quarto dia após o aparecimento da erupção. As complicações mais comuns do sarampo são: otite média aguda; pneumonia bacteriana; laringite e laringotraqueíte; manifestações neurológicas-raras; doenças cardíacas, miocardite, pericardite; panencefalite esclerosante subaguda, complicação rara que acomete o sistema nervoso central após sete anos da doença. O tratamento é sintomático, isto é, visa ao alívio dos sintomas, não existindo tratamento específico. O paciente com sarampo necessita ficar em repouso, ingerir bastante líquido, alimentar-se bem e ter cuidados gerais como: higiene, controle da febre e observar aparecimento de outros sintomas. A vacina anti-sarampo é eficaz em cerca de 97% dos casos. Deve ser aplicada em duas doses a partir um ano de vida da criança. Os adultos até 39 anos de idade que não foram vacinados devem tomar a vacina, exceção feita às mulheres grávidas e aos indivíduos imunossuprimidos. Atenção: os profissionais de saúde suscetíveis devem ser imunizados. Consideram-se como contatos de sarampo todas as pessoas que estiveram próximas do caso suspeito ou confirmado de sarampo, num período aproximado de 5 dias antes do aparecimento de exantema e 5 dias depois. A vacinação dos comunicantes deve ser realizada, preferencialmente, até 72 horas após a exposição ao caso suspeito. Visa prevenir o aparecimento de novos casos, pois a vacina consegue imunizar o suscetível dentro deste prazo, e após este período diminuir os suscetíveis aumentando a cobertura vacinal.

Recomendações para prevenir o sarampo

Sugerimos algumas Recomendações para prevenir o sarampo:
  • Não se descuide do programa de vacinação de seus filhos. A vacina contra o sarampo é a melhor forma de evitar a doença que pode ser grave, especialmente se elas estiverem debilitadas;
  • Procure saber a causa da doença de crianças que convivem com seus filhos. O sarampo é uma doença altamente contagiosa e de caráter epidêmico;
  • Não deixe de procurar atendimento médico se aparecerem manchas avermelhadas na pele de sua criança, mesmo que ela tenha sido vacinada contra o sarampo;
  • Investigue se você teve a doença na infância ou tomou a vacina quando criança. Em caso de dúvida é melhor procurar um centro de vacinação.

Prevenção do sarampo

A suscetibilidade ao vírus do sarampo é geral e a única forma de prevenção é a vacinação. Apenas os lactentes cujas mães já tiveram sarampo ou foram vacinadas possuem, temporariamente, anticorpos transmitidos pela placenta, que conferem imunidade geralmente ao longo do primeiro ano de vida (o que pode interferir na resposta à vacinação). Com o reforço das estratégias de vacinação, vigilância e demais medidas de controle que vêm sendo implementadas em todo o continente americano desde o final dos anos 90, o Brasil e os demais países das Américas vêm conseguindo manter suas populações livres da doença. Atualmente, há o registro de casos importados que, se não forem adequadamente controlados, podem resultar em surtos e epidemias. Os principais grupos de risco são as pessoas de seis meses a 39 anos de idade. Dentre os adultos, os trabalhadores de portos e aeroportos, hotelaria e profissionais do sexo apresentam maiores chances de contrair sarampo, devido à maior exposição a indivíduos de outros países que não adotam a mesma política intensiva de controle da doença. As crianças devem tomar duas doses da vacina combinada contra rubéola, sarampo e caxumba (tríplice viral): a primeira, com um ano de idade; a segunda dose, entre quatro e seis anos. Os adolescentes, adultos (homens e mulheres) e, principalmente, no contexto atual do risco de importação de casos, os pertencentes ao grupo de risco, também devem tomar a vacina tríplice viral ou dupla viral (contra tétano e difteria).