Informações sobre sarampo, causas, sintomas, prevenção e tratamento do sarampo, identificando os tipos de problemas provocados pelo sarampo.


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Período de incubação do sarampo

O periodo de incubação é geralmente de 10 dias (variando de 7 a 18 dias), desde a data da exposição até o aparecimento da febre, e cerca de 14 dias até ao início do exantema.
O Período de transmissibilidade do sarampo é de 4 a 6 dias antes do aparecimento do exantema e ocorre até 4 dias após. O período de maior transmissibilidade ocorre 2 dias antes e 2 dias após o início do exantema. O vírus vacinal não é transmissível.


O sarampo é altamente contagioso e a taxa de ataque em indivíduos suscetíveis que ficam expostos ao sarampo é de 90 por cento. A transmissão ocorre através do contato pessoa-a-pessoa, bem como através de disseminação por via aérea. Gotículas infecciosas de secreções respiratórias de um paciente com sarampo podem permanecer no ar por um período máximo de duas horas. Assim, a doença pode ser transmitida em espaços públicos, mesmo na ausência de contato pessoa-a-pessoa. Já foram relatados casos de transmissão do sarampo entre passageiros de avião em aeroportos e durante o voo. Grandes surtos de sarampo podem ocorrer em áreas de aglomeração, como escolas e comunidades densamente povoadas.
Doença subclínica é incomum.
Em zonas temperadas, o pico de incidência do sarampo ocorre no final do inverno e início da primavera. Casos de sarampo ocorrem durante todo o ano, pelo que, em algumas regiões a incidência sazonal é aparente.

Transmissão do sarampo

O sarampo é um vírus altamente contagioso que vive no nariz e no muco da garganta de uma pessoa infectada. O sarampo pode ser transmitidode pessoa para pessoa através de tosse e espirros. Além disso, o vírus do sarampo pode viver por até duas horas em espaço aéreo no local onde a pessoa infectada tossiu ou espirrou. Se outras pessoas respirarem o ar contaminado ou tocarem na superfície infectada, e em seguida, tocar em seus olhos, nariz ou boca, elas podem ficar infectadas. O sarampo é tão contagiante que se uma pessoa tem, 90% das pessoas próximas a essa pessoa e que não são imunes vão também ficar infectadas.
As pessoas infectadas podem transmitir o sarampo para os outros a partir de quatro dias antes da erupção aparecer e até quatro dias após a erupção aparecer.

O sarampo é uma doença dos seres humanos, já que vírus do sarampo não é transmitido por quaisquer outras espécies animais.


Epidemiologia do Sarampo

O sarampo é uma doença altamente contagiosa, caracterizada por febre, mal-estar, erupção cutânea, tosse, coriza e conjuntivite. O sarampo tem sido alvo de erradicação, dada a característica biológica favorável a que os seres humanos sejam o único reservatório. no entanto, devido a fatores sociais e políticos e devido à alta transmissibilidade, a eliminação foi alcançado em muito poucas áreas do mundo.

Epidemiologia do sarampo

O sarampo ocorre em todo o mundo. Os esforços de controle alteraram substancialmente a distribuição global. A incidência do sarampo diminuiu substancialmente em regiões onde foi instituída a vacinação, e, como resultado, o sarampo ocorre predominantemente em áreas com baixas taxas de vacinação, particularmente nos países em desenvolvimento.

Durante a era pré-vacina, mais de 90 por cento das crianças adquiriu o sarampo por volta dos 15 anos. Após a implementação da vacinação infantil de rotina nos Estados Unidos aos 12 anos para 15 meses, a idade de pico de incidência do sarampo durante as epidemias nos Estados Unidos mudou para idades inferiores a 12 meses. Esta susceptibilidade aproxima o momento em que os anticorpos maternos transplacentariamente adquiridos não estão presentes se a mãe tiver imunidade induzida pela vacina.

Em todo o mundo, o sarampo é uma importante causa de morbidade e mortalidade. Estimativas de incidência precisas são difíceis de obter por causa de sistemas de vigilância heterogêneos. Antes da introdução da vacina contra o sarampo, ocorreram mais de dois milhões de mortes por ano, a maioria em crianças com idade inferior a 5 anos de idade.
Disponibilidade de vacinação contra o sarampo que se iniciou na década de 1960 foram imediatamente impactadas na incidência da doença e mortalidade. As taxas de vacinação variam em todo o mundo, em 2013 havia uma estimativa de 145,700 mortes relatados, principalmente nos países em desenvolvimento. O sarampo é a quinta causa mais comum de morte em crianças com idade inferior a 5 anos de idade.


Sarampo

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa, muito comum na infância. A viremia, causada pela infecção, provoca uma vasculite generalizada, responsável pelo aparecimento das diversas manifestações clínicas, inclusive pelas perdas consideráveis de eletrólitos e proteínas, gerando o quadro espoliante característico da infecção. Além disso, as complicações infecciosas contribuem para a gravidade do sarampo, particularmente em crianças desnutridas e menores de 1 ano de idade.


Quais são as possíveis complicações de sarampo?

As complicações do sarampo são mais prováveis de ocorrer nas crianças com um sistema imunitário deficiente (tais como aquelas com leucemia ou HIV), aquelas que estão desnutridas, crianças com menos de 5 anos e adultos. Muitas crianças desnutridas morrem em todo o mundo devido Ao sarampo, geralmente a partir de uma infecção pulmonar secundária (pneumonia). Existem ainda os relatos ocasionais de crianças no Reino Unido que morrem de complicações de sarampo. Estas crianças geralmente não foram imunizadas.
Complicações mais comuns incluem:
- Infecção do olho (conjuntivite);
- A inflamação da laringe (laringite);
- Infecção do ouvido causando dor de ouvido;
- Infecções das vias respiratórias, como bronquite e laringite, que pode ser comum.

Embora estas complicações possam ser angustiantes, elas geralmente não são graves.
Outras complicações menos comuns que podem estar associadas ao sarampo incluem:
- Um ajuste febril (convulsão) ocorre em cerca de 1 em 200 casos. Isso pode ser alarmante, mas a recuperação plena é habitual.
- Inflamação do cérebro (encefalite). Esta é uma complicação rara mas muito grave. Ocorre em cerca de 1 em 5.000 casos. Esta situação provoca normalmente sonolência, dor de cabeça e mal-estar (vómitos) que começam cerca de 7 a 10 dias após o início da erupção cutânea. Encefalite pode causar danos cerebrais. Algumas crianças morrem devido a esta complicação.
- Infecção do fígado (hepatite).
- Pneumonia. Esta é uma complicação grave que por vezes se desenvolve. Os sintomas típicos incluem respiração rápida ou difícil e dores no peito.
- Estrabismo é mais comum em crianças que tiveram sarampo. O vírus pode afectar o nervo ou os músculos do olho.
- A doença do muito rara pode desenvolver-se anos mais tarde, num número muito pequeno de pessoas que tiveram sarampo. Isto por vezes pode ocorrer vários anos após a obtenção do sarampo. Esta condição pode ser fatal.


Serviços de saúde devem informar sobre prevenção do sarampo

Os serviços de saúde devem aconselhar as mães a levarem os seus filhos à vacinação contra o sarampo e colaborar nas campanhas de vacinação contra o sarampo.
As crianças com sarampo devem ficar isoladas das outras crianças, porque a doença é muito contagiosa (transmite-se facilmente). As crianças que estão em casa devem ter o mínimo de contacto com a criança doente. Provavelmente, elas vão apanhar sarampo 10 ou 14 dias depois, e quanto maior for o contato com a criança doente mais forte será a infecção. Por isso, tente mante-las afastadas.
Ponha as crianças a dormir noutro lugar até que a criança com sarampo deixe de ter a erupção. Proteja principalmente as crianças mal nutridas ou as que têm outras doenças. O sarampo pode matar.
Para prevenir a morte das crianças com sarampo, alimente-as bem.
Leve as crianças à vacinação contra o sarampo.



O que é o sarampo

O sarampo é uma Infecção viral facilmente transmitida de pessoa para pessoa, e, também é extremamente contagioso, sendo muito comum na infância.
O sarampo é uma doença parecida com a catapora, pois também faz surgir bolinhas vermelhas pelo corpo, para além de causar coceira. Numa fase inicial, a criança tem febre, e tosse e fica com os olhos inchados e irritados em lugares muito iluminados, podendo surgir pequenas ínguas no pescoço. Com o passar das primeiras 24 horas, os sintomas vão piorando com o desânimo e surgem diversas pintinhas vermelhas pela pele da cabeça para os pés. Estas pintinhas ficam por um período de cinco a seis dias, nos quais a criança passa para a fase de convalescença em que as manchas tornam-se escuras e começam a descamar. O sarampo deve ser tratado com muito cuidado e com acompanhamento médico, pois podem surgir complicações tais como: pneumonias, encefalites, otites, diarréias e outras. A principal medida de prevenção do sarampo é a Vacinação. Esta deve ser aplicada numa dose de vacina anti-sarampo a partir dos nove meses e dose adicional a partir dos 12 meses, juntamente com o reforço da tríplice bacteriana (DTP) e da Sabin ou com a tríplice viral (sarampo. rubéola, caxumba – MMR).
O único tratamento para esta doença é repouso absoluto, e medicação prescrita pelo médico para alívio dos sintomas. O sarampo pode facilitar infecções bacterianas e deverão ser tratadas com antibióticos adequados para o tipo da infecção ocorrida. O sarampo é uma doença que dura até duas semanas.



Modos de Transmissão do vírus do sarampo

O vírus do sarampo é transmitido diretamente de pessoa para pessoa através da inalação de gotículas suspensas, ou pelo contato com secreções nasofaríngeas infeciosas. O sarampo também pode ser transmitido indiretamente, por objetos contaminados com secreções nasofaríngeas. O vírus do sarampo é lábil. Metade da infectividade é perdida a cada 2 horas. a 37 ° C. Por isso, depende do número inicial de partículas virais na gotícula. Ele não sobrevive sobre uma superfície seca, por isso tem um tempo de sobrevivência curto em objetos contaminados. Efetivamente, o virus do sarampo espalha-se como um aerossol. O vírus sobrevive à secagem em microgotículas do ar de modo relativamente bom, ao contrário de secagem sobre uma superfície plana. O sarampo é uma das doenças mais contagiosas de todas as doenças infecciosas, com taxas de ataque superior a 90% entre contatos próximos suscetíveis.

O período de incubação varia de 7 a 18 dias (média de 10 a 12 dias) a partir da exposição ao aparecimento de sintomas prodrómicos. O intervalo entre a exposição  e o início do exantema é geralmente de 14 dias (variação de 7 a 18 dias), e raramente mais longo, entre 19 e 21 dias. A administração de IG no início do período de incubação pode prorrogar esse prazo para 28 dias. 
Pessoas infetadas com sarampo são infecciosas 4 dias antes do início do exantema e até 4 dias após o início do exantema. Pessoas imunodeprimidas podem ter um longo período de transmissibilidade.

Prevenir sarampo ao viajar

Porque o sarampo é mais comum noutras partes do mundo, as pessoas que viajam para outros países devem certificar-se de que estão protegidas antes de viajar.
Todos os viajantes com mais de 12 meses de idade devem ter duas doses de MMR dadas com pelo menos 28 dias de intervalo, ou ter realizado um exame de sangue, mostrando a imunidade. 
Crianças de 6 a 11 meses de idade devem receber uma dose de MMR antes de viajar. Estas crianças ainda vão precisar de ter suas duas doses de rotina de MMR entre os 12 e 15 meses e 4 e 6 anos de idade.
A vacina MMR é segura para a maioria das pessoas. No entanto, uma vacina, como outros medicamentos, pode causar efeitos secundários em algumas pessoas. A vacina MMR pode causar febre, erupção cutânea ligeira, dor ou rigidez das articulações. Problemas mais graves, como convulsões, problemas de sangramento ou reações alérgicas são muito raras. Tomar a vacina MMR é muito mais seguro do que contrair o sarampo, e a maior parte das pessoas não tem nenhum problema com a vacina. 

Pessoas que sofrem de alergias graves à gelatina e ao medicamento neomicina ou a uma dose anterior da vacina, não devem tomar a vacina MMR. Mulheres grávidas ou mulheres que estão tentando engravidar dentro de 4 semanas não devem tomar a vacina MMR até depois do parto. Pessoas com câncer, HIV ou outros problemas, ou tratamentos que enfraquecem o sistema imunológico devem consultar o seu médico ou enfermeiro antes de se vacinar.
Pessoas que tiveram recentemente uma transfusão de sangue ou pessoas a quem foram administrados outros produtos do sangue devem consultar com o seu médico ou enfermeiro antes de se vacinar.
Pessoas com febre alta não devem ser vacinadas podendo fazê-lo depois da febre e dos sintomas associados desaparecerem.

Como pode prevenir o sarampo

A vacina contra o sarampo é geralmente dada em triplice viral, chamada de MMR, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Há agora muitos menos casos destas três doenças porque as crianças recebem a vacina MMR. Proteja os seus filhos, vacinados-os quando têm entre 12 e 15 meses de idade, e novamente quando eles estão prestes a entrar no infantário.
Alguns profissionais de saúde e todas as crianças que frequentem o infantário ou mais velhas precisam de tomar duas doses da vacina MMR para que possam entrar na escola. Crianças em creche e pré-escola precisam de 1 dose de MMR e trabalhadores da área da puericultura também precisam de ter 1 ou 2 doses de vacina contra o sarampo, que depende da sua idade e de outros fatores. Um exame de sangue que comprove imunidade também pode ser usado para cumprir este requisito para todos os grupos. 
Adultos devem ter, pelo menos, uma dose de MMR. 
As pessoas de grupos de alto risco, como os profissionais de saúde (pagos, não pagos e voluntários), os estudantes de ciências da saúde e viajantes internacionais devem ter 2 doses de MMR, independentemente do ano de nascimento.
Mulheres que planejam ter filhos e não são imunes devem receber MMR pelo menos 4 semanas antes de engravidar. Se você tiver sido exposto a alguém contagiado com sarampo, fale com o seu médico ou enfermeiro imediatamente para ver se você precisa de uma vacinação. Se você receber a vacina em menos de 3 dias depois de ser exposto ao sarampo, esta vai ajudar a proteger contra o sarampo. As pessoas que não podem ser vacinados, podem ser tratadas com imunoglobulina (anticorpos Ig) até 6 dias após a exposição. Esta pode não prevenir o sarampo, mas torna a doença mais branda. Pessoas com sarampo devem ser mantidas longe de pessoas que não são imunes até que estejam recuperadas. Qualquer pessoa que contraia sarampo deve ser isolada por 4 dias após o aparecimento da erupção. Isso significa que elas devem ser mantidas longe de locais públicos, como creches, escola e trabalho.

Sarampo é uma doença viral aguda

O sarampo é uma doença viral aguda causada por um Morbillivirus da família paramixovírus. A fase prodrómica é caracterizada pelo aparecimento de febre, mal-estar, coriza, conjuntivite e tosse. A erupção é eritematosa e maculopapular, começando pela cabeça e espalhando-se para o tronco e membros num espaço de tempo de três a quatro dias. As manchas de Koplik (que designa pequenos pontos vermelhos com centros azulados-esbranquicados) podem aparecer nas membranas mucosas da boca, um a dois dias antes da erupção aparecer e podem ser vistas por mais um ou dois dias depois. 
O sarampo é transmitido por via aérea ou gotículas. Os indivíduos são contagiosos desde o início do período prodromal (quando o primeiro sintoma aparece) até quatro dias após o aparecimento de erupção. É uma das doenças infecciosas mais altamente transmissíveis. O período de incubação é de cerca de 10 dias (variando entre 7 e 18 dias), e mais dois a quatro dias antes da erupção aparecer. 
As seguintes características são fortemente sugestivas de sarampo: 
● Erupção por pelo menos três dias;
● Febre durante pelo menos um dia;
● Pelo menos uma das seguintes condições, tosse, coriza ou conjuntivite.

A confirmação laboratorial de casos suspeitos é necessária. 
As complicações mais comuns da infecção por sarampo são otite média (7 a 9% dos casos), pneumonia (1 a 6%), diarreia (8%) e convulsões (um em 200). Outras complicações, mais raras incluem encefalite (taxa global de uma em cada 1000 casos de sarampo) e panencefalite esclorosante subaguda. A morte ocorre em um de 5000 casos no Reino Unido. O índice de letalidade por sarampo é relacionado à idade e é rico em crianças menores de um ano de idade, mas baixa em crianças de um a nove anos, e sobe novamente em adolescentes e adultos. As complicações são mais comuns e mais graves em crianças doentes mal nutridas e/ou cronicamente doentes, incluindo aquelas que são imunossuprimidas.

Epidemias de sarampo

Normalmente, o sarampo ocorre em epidemias. Assim, os casos de sarampo devem ser notificados para permitir o seu controlo.
A notificação permite a tomada das medidas preventivas nos distritos vizinhos e garante um bom tratamento dos casos.


Notificação
Todos os casos suspeitos do sarampo devem ser notificados através do sistema de vigilância epidemiológica. Cada caso deve ser investigado para se verificar se é verdadeiramente sarampo.

Definição de caso
Qualquer indivíduo, em especial crianças, que apresente febre e erupção maculopapular fina (não vesicular) com tosse, corrimento nasal (nariz a pingar) ou conjuntivite.

Evolução do sarampo em crianças

Sarampo é uma infecção causada por vírus sendo muito perigosa em crianças malnutridas ou que têm tuberculose ou HIV.
Transmite-se de uma criança para outra por meio de secreções do nariz e da garganta.
Uma ou 2 semanas depois de um contacto com uma criança com sarampo, aparecem os primeiros sinais, como se fosse uma constipação – febre, nariz a pingar, olhos vermelhos e tosse. A criança fica cada vez mais doente. Ao fim de 3 dias de febre, aparece uma erupção fina, primeiro atrás das orelhas e no pescoço, e a seguir no rosto, corpo e membros. No início, a erupção pode ser difícil de notar na pele escura. Neste caso, deve-se observar a pele quando uma luz bate nela de lado. Os primeiros sinais de erupção cutânea de sarampo na face podem ser visíveis desta maneira.
Começa a descamação, assim como manchas de pele com perda de cor, mas a cor volta ao normal quando a criança recupera. Em alguns casos, além da erupção normal do sarampo, podem aparecer na pele manchas de sangue pretas espalhadas (“sarampo preto”). Isso indica que a infecção é mais grave, e pode haver complicações, demorando por isso a recuperação mais tempo. Observe atentamente a córnea para ver se há opacificação. A córnea pode parecer nublada ou opaca, como um copo de água a que se adiciona um pouco de leite. Caso não seja tratada, a córnea pode ulcerar, do que resultará cegueira.
Convulsões, letargia e inconsciência podem surgir. Muitas vezes, depois do sarampo, a criança desenvolve malnutrição grave ou tuberculose. Deve-se avaliar o estado nutricional da criança e segui-la na Consulta da Criança em Risco. As complicações do sarampo são mais frequentes nas crianças com deficiência de vitamina A.

Sarampo, suas complicações, tratamento e modo de prevenção

O contágio do sarampo acontece por meio de secreções respiratórias. Os indivíduos expostos podem adquirir as infecções por meio de gotículas veiculadas por tosse ou espirro, por via aérea. Após o contágio ocorre um período sem sintomas, o período de incubação, que geralmente é de 7 a 18 dias. A indisposição, que antecede a doença, tem duração de 3 (três) a 5 (cinco) dias e caracteriza-se por: febre alta, mal estar, coriza, conjuntivite, tosse e falta de apetite. Nesse período podem ser observadas na face interna das bochechas as manchas brancas (Koplik), que são extremamente fugazes e são características da doença. O exantema maculopapular inicia-se na região retro auricular (atrás da orelha), espalhando-se para a face, pescoço, membros superiores, tronco e membros inferiores. A partir do terceiro dia, o exantema tende a esmaecer, apresentando descamação fina com desaparecimento da febre, sendo a sua persistência sugestiva de complicação. A diarréia é ocorrência freqüente em crianças com baixo nível sócio-econômico. O período de transmissão inicia-se 4 dias antes do aparecimento da doença e perdura até o quarto dia após o aparecimento da erupção. As complicações mais comuns do sarampo são: otite média aguda; pneumonia bacteriana; laringite e laringotraqueíte; manifestações neurológicas-raras; doenças cardíacas, miocardite, pericardite; panencefalite esclerosante subaguda, complicação rara que acomete o sistema nervoso central após sete anos da doença. O tratamento é sintomático, isto é, visa ao alívio dos sintomas, não existindo tratamento específico. O paciente com sarampo necessita ficar em repouso, ingerir bastante líquido, alimentar-se bem e ter cuidados gerais como: higiene, controle da febre e observar aparecimento de outros sintomas. A vacina anti-sarampo é eficaz em cerca de 97% dos casos. Deve ser aplicada em duas doses a partir um ano de vida da criança. Os adultos até 39 anos de idade que não foram vacinados devem tomar a vacina, exceção feita às mulheres grávidas e aos indivíduos imunossuprimidos. Atenção: os profissionais de saúde suscetíveis devem ser imunizados. Consideram-se como contatos de sarampo todas as pessoas que estiveram próximas do caso suspeito ou confirmado de sarampo, num período aproximado de 5 dias antes do aparecimento de exantema e 5 dias depois. A vacinação dos comunicantes deve ser realizada, preferencialmente, até 72 horas após a exposição ao caso suspeito. Visa prevenir o aparecimento de novos casos, pois a vacina consegue imunizar o suscetível dentro deste prazo, e após este período diminuir os suscetíveis aumentando a cobertura vacinal.

Vacina contra o Sarampo (MMR)

As vacinas (ou injeções para bebês) são a melhor maneira de nos protegermos contra algumas infecções muito sérias. O Comitê Nacional de Conselhos sobre Imunização recomenda fortemente imunizações de rotina. A vacina MMR tem um efeito triplo, imunizando contra o sarampo, a caxumba e a rubéola (também chamada sarampo alemão). Deve ser administrada à criança pouco depois do seu primeiro aniversário e novamente quando começarem a escola (entre os quatro e seis anos de idade). Esta vacina deve também ser administrada em adultos que não estão protegidos contra o sarampo, caxumba e rubéola. Mulheres grávidas que foram informadas que não estão protegidas contra a rubéola devem receber a vacina MMR assim que terminarem a gravidez. Quando a vacina é administrada no número recomendado de injeções, protege 99 por cento das crianças contra o sarampo. Esta proteção contra o sarampo, dura o resto da vida. A maioria das crianças não sofre efeitos secundários. A vacina MMR pode causar pequenas erupções na pele em algumas crianças dentro de cinco a 12 dias depois da sua administração. Isto pode durar alguns dias. Ocasionalmente, uma febre alta pode causar uma convulsão. Esta convulsão é produto da febre causada pela vacina, e não produto da vacina propriamente dita. Isto não torna a criança mais suscetível a apanhar epilepsia, danos ao cérebro ou quaisquer outros problemas de nervos. As convulsões causadas por febres altas acontecem mais provavelmente em crianças que já tinham tido convulsões anteriores, ou cujos pais, irmãos ou irmãs tenham tido convulsões.

Quem não deve receber a vacina MMR?
As seguintes crianças e adultos não devem receber a vacina MMR:
  • as que tiverem doentes com febres altas ou com uma infecção mais séria do que um resfriado;
  • as que tiverem sofrido uma reação alérgica séria (anafilaxia) a uma dose prévia desta vacina;
  • qualquer pessoa com uma doença que baixe as resistências do corpo na luta contra as infecções;
  • qualquer pessoa que esteja tomando medicamentos fazendo baixar as resistências do corpo na luta contra as infecções;
  • mulheres grávidas: Se uma mulher grávida receber a vacina MMR antes de descobrir que está grávida, deve telefonar ao seu doutor. Contudo, o risco de danos ao feto neste tipo de situação é pequeno. As mulheres devem evitar engravidar durante um mês depois da administração da vacina MMR;
  • qualquer pessoa que for alérgica ao antibiótico neomicina;
  • qualquer pessoa que tiver recebido uma injeção de gama globulina nos últimos 3 a 12 meses, (dependendo da dose e do método de administração).
Se pensa que você ou a sua criança pertence a algum destes grupos, favor entrar em contato com o seu doutor ou unidade local de saúde. A vacina MMR pode ser administrada em pessoas que são alérgicas aos ovos, mesmo se tiverem urticária, dificuldades de respiração, ou rosto ou boca inchados depois de comerem ovos, desde que sejam mantidas sob observação depois da vacina para sinais de reações.

Saiba o que é o sarampo, conheça os sintomas do sarampo, como ocorre a sua transmissão e qual o tratamento adequado do sarampo.

Recomendações para prevenir o sarampo

Sugerimos algumas Recomendações para prevenir o sarampo:
  • Não se descuide do programa de vacinação de seus filhos. A vacina contra o sarampo é a melhor forma de evitar a doença que pode ser grave, especialmente se elas estiverem debilitadas;
  • Procure saber a causa da doença de crianças que convivem com seus filhos. O sarampo é uma doença altamente contagiosa e de caráter epidêmico;
  • Não deixe de procurar atendimento médico se aparecerem manchas avermelhadas na pele de sua criança, mesmo que ela tenha sido vacinada contra o sarampo;
  • Investigue se você teve a doença na infância ou tomou a vacina quando criança. Em caso de dúvida é melhor procurar um centro de vacinação.

Quadro clínico do sarampo

Após o período de incubação (inicia-se após a entrada do vírus através da mucosa respiratória ou conjuntival) que varia de 10 a 14 dias, tem início o período prodrômico, caracterizado por febre alta a moderada, anorexia, conjuntivite com lacrimejamento e fotofobia, diarréia e sintomas de infecção do trato respiratório alto com tosse seca, coriza e hiperemia da mucosa oral. Dois dias antes do início do rash, surge na mucosa jugal próximo aos molares um sinal considerado patognomônico da doença chamado de Koplik. Caracteriza-se por lesões puntiformes branco-azuladas com base eritematosa e que desaparece 24 a 48 horas após o exantema.
Por volta do quarto dia dos pródromos surge o exantema morbiliforme caracterizado por lesões maculopapulares eritematosas iniciado na face, região retroauricular e pescoço, com progressão céfalo-caudal, atingindo os membros inferiores em 72 horas ( raramente compromete palmas e plantas). O rash geralmente deixa áreas de pele sã entre uma lesão e outra, podendo confluir principalmente na face e pescoço. O exantema também regride de forma descendente e apresenta-se após o terceiro dia com tonalidade castanho-acinzentada e descamação fina. O quadro febril e as manifestações catarrais evoluem para melhora conjuntamente com a resolução do exantema (dura geralmente seis a sete dias) e o último sintoma a desaparecer é a tosse produtiva.
A presença de febre mantida ou o retorno da mesma após o final do exantema (no período descamativo) implica em complicações geralmente por superinfecções bacterianas, tais como: pneumonia, gastroenterite, otite média, conjuntivite, sinusite e piodermite. As complicações decorrentes do próprio vírus ocorrem mais durante o período prodrômico e no início do exantema, dentre elas destacam-se: pneumonite intersticial, encefalite, laringite obstrutiva, miocardite, estomatite, lesões oculares (ceratites, iridociclites, úlceras de córneas), diarréia.

Contra-indicações á vacina contra o sarampo

Existem algumas contra-indicações à vacina contra o sarampo, nomeadamente:
  • Imunodeficiência congênita ou adquirida (com exceção das pessoas HIV positivas).
  • Imunodeficiência por neoplasia maligna, sob tratamento com imunodepressores.
  • Gravidez.
  • História de reação anafilática à ingestão de ovo.
  • Uso de imunoglobulina, sangue total ou plasma nos últimos 3 meses antes da vacinação.

Doenças que se podem confundir com o sarampo

AS DOENÇAS QUE PODEM CONFUNDIR-SE COM O SARAMPO SÃO:

Rubéola: manchas róseas e discretas no corpo, sem descamação, mais exuberantes no 2º dia, desaparecendo até o 6º dia, com ínguas, principalmente atrás das orelhas, sinal que mais caracteriza a doença.
Exantema Súbito: manchas parecidas com a rubéola, sem descamação, que podem durar algumas horas, acometendo especialmente crianças menores de 5 anos, com febre alta por 3 a 4 dias, irritabilidade e até convulsões.
Dengue: manchas róseas com erupção máculo-papular generalizada, de início súbito, com febre e dores de cabeça intensa, muscular, articular, abdominal difusa e ao redor dos olhos.
Enteroviroses e Ricketioses: manchas róseas do tipo máculo-papular, acometendo as regiões palmares (mãos) e plantares (pés), sem descamação e apresentando 3 a 4 dias de febre, mais freqüente em crianças de pouca idade.

Sinais e evolução do sarampo

A evolução da doença apresenta três períodos bem definidos:
  1. período catarral: com duração de 6 diasde febre, tosse com catarro, corrimento do nariz e dor nos olhos, conjuntivite, fotofobia pequenas ínguas no pescoço, dores na barriga e pequenas manchas brancas na região interna da bochecha (sinal de Koplik);
  2. período exantemático: pintinhas vermelhas (fig 2) na pele, da cabeça aos pés, por cinco a seis dias;
  3.  período de descamação: as manchas tornam-se escuras e surge uma descamação fina, lembrando farinha.

Tratamento sintomático do sarampo

Antitérmicos, hidratação oral, terapia nutricional, incentivo ao aleitamento materno, higiene adequada dos olhos, pele e vias aéreas superiores.
Suplementação de Vitamina A em populações onde há deficiência desta.
As complicações bacterianas são tratadas especificamente, de preferência com identificação do agente.